sábado, 11 de julho de 2009

MISSA DO 15º DOMINGO COMUM

Primeira Leitura: Amós 7, 12-15
Vai e profetiza a meu povo.

Salmo responsorial: Sl 84(85), 9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)
Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

Segunda Leitura: Efésios 1, 3-14
Nos escolheu em Cristo, antes da criação do mundo.

Evangelho: Marcos 6, 7-13
Deu-lhes poder sobre os espíritos imundos.

Centremos nossa reflexão sobre o caminho do discipulado. No texto de Amós podemos constatar como o profeta é um enviado de Deus.
Tirado de sua segurança familiar e territorial é chamado a profetizar. Para Paulo, a vocação procede de Deus, que nos escolheu desde sempre. Desde antes de nascer, Deus nos chamou e nos enviou para sermos mensageiros de boas notícias para seu povo.

Entramos na terceira parte do evangelho de Marcos, que se centra nas relações de Jesus com seus discípulos e que terminará com a pergunta fundamental: “Quem dizem vocês que sou eu?” (Marcos 8,29), centro teológico e literário do evangelho.

Os discípulos e o discipulado têm em Marcos algumas características que, embora apareçam nos outros evangelhos, apresentam suas particularidades: os discípulos de Jesus constituem seu grupo de referência. Discípulos são aqueles que seguem um mestre, e o aceitam como tal e que aprendem a seu lado.

Diante da ordem religiosa antiga, mostram algumas atitudes de grande liberdade: Não jejuam e são “amigos do noivo”; estão sempre em festa, enquanto não lhes tiram o noivo. Não guardam o sábado (1,23), ao menos em sentido estrito; por isso se distinguem e se separam dos fariseus. Não guardam os rituais das purificações (7,2), o que significa que romperam com a “ordem sagrada” do judaísmo; formam “outro tipo de povo”. Entendem as parábolas e a mensagem do reino de Jesus, enquanto os outros de fora, não conseguem entender. É isto que os define como verdadeiros discípulos (cf. 4,10-12). São o novo povo de Deus.

Mantêm uma relação especial com Jesus: estão com ele (3,14). Esta é a nota especial dos novos discípulos (3,31-35); eles formam sua família. São enviados, como o relata o texto que lemos hoje (3,14; 6,7-13), e isso os torna mensageiros do Messias; transmitem as mesmas palavras sobre o Reino. Crêem em Jesus. Embora uma ou outra vez apareça em Marcos a “prova” ou crise dos discípulos que não conseguem crer (cf. 4,40), e, portanto, não podem realizar seus milagres (9,14-29). Mas, apesar disso, vão percorrendo um caminho de fé em Jesus que culmina na Páscoa (16,7). Compartilham a vida de Jesus, tomam a cruz, deixam tudo e o seguem (8,34; 10,21. 28-31); esta é a tarefa principal que define o autêntico discípulo.

Ao seguir a Jesus, o servem (10,43-45), servindo assim ao Evangelho (cf. 10,29); esta é a definição definitiva do discípulo, que se cumpre, sobretudo, nas mulheres que o acompanham em sua morte.

Depois da Páscoa, o discipulado se recupera (16, 6-7), e na Galileia começa de novo o caminho. Todas as demais realidades e sinais passam para segundo plano; no centro do Evangelho vem situar-se o que podemos chamar de “recuperação”, plenitude do discipulado de Jesus.

Concluindo, podemos dizer que fomos escolhidos, chamados e enviados a ser testemunhas do Reino que já está dentro de nós.


http://www.claretianos.com.br/servicobiblico/index.jsp?dia=12&mes=7&ano=2009

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