terça-feira, 5 de maio de 2009

MISSA DO 4º DOMINGO DA PÁSCOS

OUVIR A VOZ DE QUEM CLAMA

A metáfora pastor e ovelhas, na Bíblia, indica de maneira muito forte a relação dos dirigentes com o povo. Há pastores bons e outros nem tanto. Jesus se apresenta como bom pastor: conhece suas ovelhas e dá a vida por elas. Por sua vez, as ovelhas também o conhecem. Se, nos tempos modernos, as pessoas se sentem capazes de guiar-se por própria conta, dispensando “comandantes”, também é verdade que muitas vezes se sentem desamparadas e abandonadas, sem rumo, necessitadas de alguém que as oriente e defenda. A Bíblia nos ensina que todos somos responsáveis uns pelos outros, mas há pessoas que têm maior responsabilidade e compromisso pelo cargo que exercem – são as lideranças, que podem ser englobadas em três grupos: as lideranças políticas, as religiosas e as familiares.
As lideranças políticas são nossos governantes e dirigentes políticos. Serão bons pastores à medida que ouvirem, sobretudo a voz do povo mais necessitado do auxílio das políticas públicas. Os bons políticos pensam mais na missão que o povo lhes confiou do que nos interesses pessoais.
As lideranças religiosas são os bispos, padres, ministros e agentes comunitários. Como Igreja, fazemos parte de uma organização encabeçada pelas lideranças, desde o papa até o ministro da comunidade. Espelhando-se em Jesus, bom pastor, essas lideranças moldam sua prática evangelizadora e missionária.
As lideranças familiares são os pais ou os que têm a responsabilidade de criar filhos. Os genitores precisam ser amigos, abertos ao diálogo e à escuta dos anseios e necessidades dos filhos: mas também firmes e convictos dos valores em que acreditam e que pregam, dando exemplo de boa convivência e de conduta honesta e exigindo dos filhos emprenho nos valores éticos e cristãos. Eis o que diz o Documento de Aparecida: “Os pais devem tomar consciência de sua alegre e irrenunciável responsabilidade na formação integral dos filhos” (n.118). Ao mesmo tempo em que os filhos se sentem amados e queridos pelos pais, devem ter consciência de que também há limites a serem respeitados.

Pe. Nilo Luza, ssp

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